
O impacto de um diagnóstico positivo para o HIV ainda carrega dúvidas, medos e muitos silêncios. Foi partindo dessa realidade que educadores sociais da RNP+ Ceará, Francisco das Chagas Pereira e Ivoneide Santos, conduziram uma atividade educativa no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) de Maracanaú, transformando informação em ferramenta de cuidado, autonomia e enfrentamento do estigma.
A ação promoveu o compartilhamento de experiências, orientações e vivências sobre adesão ao tratamento, prevenção combinada e qualidade de vida. A equipe do SAE ofereceu apoio institucional e acolhimento à iniciativa — com a presença de Lena Nogueira, coordenadora e assistente social; Larissa de Oliveira Sousa, psicóloga; Simone Castro Silva, agente de saúde; e Sara Kesia Martins, estagiária naquele dia.
Descobrir-se vivendo com HIV/AIDS ainda provoca rupturas internas. A rotina muda, os pensamentos se desorganizam e o medo do julgamento social pode pesar mais do que o próprio diagnóstico. É nesse contexto que a educação entre pares se mostra potente: quando quem vive com HIV fala, a escuta se torna mais próxima, mais humana e mais transformadora.
Durante o diálogo, os educadores reforçaram a importância da adesão correta à terapia antirretroviral como
caminho seguro para manter a saúde e garantir mais qualidade de vida. Também foram respondidas dúvidas sobre coinfecção tuberculose/HIV, prevenção combinada, incluindo informações sobre PrEP e PEP, destacando que conhecimento é instrumento de proteção.
Nem todos estão prontos para ouvir. O estigma ainda impõe barreiras e, por vezes, a informação é recebida com resistência. Ainda assim, seguimos. Porque cada orientação compartilhada pode representar uma escolha consciente no futuro. E cada escolha pelo cuidado é uma vitória contra o estigma e o preconceito.
Os avanços científicos transformaram a história da epidemia de AIDS. Se nas décadas de 1980 e 1990 o diagnóstico era cercado por medo e desinformação, hoje o tratamento é eficaz e permite uma vida longa e saudável.

Ao final da atividade, os educadores apresentaram um cartaz, simbolizando a trajetória de luta e superação de
pessoas que têm perseverado no autocuidado. A mensagem ecoou entre os presentes: juntos, precisamos dizer um sonoro “NÃO” à AIDS e um vibrante “SIM” para a vida!
Seguimos firmes na missão de informar, acolher e fortalecer. Porque silenciar o preconceito é fortalecer vidas. Reafirmando que adesão é mais do que seguir uma prescrição — é assumir o protagonismo da própria história.
📍 Projeto da RNP+ Ceará | Apoio: GSK




