

Em mais uma ação de acolhimento e educação em saúde, usuários da unidade participaram de uma roda de conversa marcada por reflexões sobre a vida, o autocuidado, a adesão ao tratamento e o enfrentamento ao estigma relacionado ao HIV/AIDS. E foi assim que a manhã de quarta-feira, 20 de maio de 2026, começou de forma especial no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) de Cascavel.
Com o tema “O dia sem o amanhã”, os educadores sociais Francisco das Chagas Pereira e Ivoneide Santos conduziram o encontro a partir de uma mensagem sobre escolhas, resiliência e amadurecimento humano.
Escolhas, coragem e recomeços

“Decida e vá… ou não vá. Mas decida”, foi uma das frases compartilhadas durante a atividade, incentivando os participantes a refletirem sobre os caminhos da vida e a importância de seguir em frente, mesmo diante das dificuldades.
O encontro trouxe reflexões sobre o amadurecimento humano diante das experiências da vida, reforçando que, muitas vezes, seguir adiante — mesmo diante das incertezas — também é uma forma de resistência e crescimento pessoal.
“O HIV não define quem você é”
Durante a conversa, também foram abordadas questões relacionadas ao HIV/AIDS, reforçando que viver com o vírus não significa incapacidade, culpa ou punição.
“O HIV não é pecado, falha moral ou sentença de morte. É uma condição de saúde. O que ainda adoece muitas pessoas é o preconceito”, destacou o educador Francisco durante um momento de fala e partilha com os usuários.
O debate também mencionou a necessidade de combater o estigma ainda associado ao HIV/AIDS, lembrando que o preconceito continua sendo uma das maiores barreiras enfrentadas pelas pessoas que vivem com o vírus.
Do medo ao cuidado: os avanços no tratamento
A atividade relembrou os desafios enfrentados por pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA) nas décadas
passadas, quando o acesso ao tratamento era mais difícil.
Hoje, graças aos avanços da ciência e às políticas públicas de saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) garante acesso gratuito aos medicamentos antirretrovirais, consultas e acompanhamento especializado, fortalecendo a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/AIDS.
Os participantes também refletiram sobre a importância da adesão ao tratamento e sobre como o cuidado contínuo tem transformado a vida de milhares de pessoas ao longo dos anos.
Quando se proteger também é autocuidado
Outro ponto debatido foi o impacto do estigma e da discriminação, ainda presentes na sociedade.
Os participantes compartilharam experiências sobre medo, preconceito e estratégias de proteção emocional, refletindo que, muitas vezes, estabelecer limites e se afastar de ambientes ou relações adoecedoras também é uma forma de autocuidado e amor-próprio.
A força da escuta e da troca
Além da conversa, foi realizada uma dinâmica de grupo sobre resiliência e acolhimento, incentivando os participantes a refletirem sobre os desafios enfrentados desde o diagnóstico e sobre as facilidades e dificuldades no processo de adesão ao tratamento.
Em duplas, os usuários puderam compartilhar experiências e relatar vivências relacionadas ao cuidado contínuo. O encontro também contou com escuta individual, entrega de materiais informativos, assinatura da lista de frequência e registros fotográficos do momento.
Segundo os educadores sociais, a atividade proporcionou trocas significativas entre os participantes, fortalecendo vínculos, promovendo informação e reafirmando a importância do acolhimento entre pares nos serviços de saúde.
Projeto da RNP+ Ceará
Apoio: Opas | Dathi
Matéria e publicação: Vanessa Campos (@soroposidhiva)




