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Compartilhar histórias também fortalece o cuidado

Roda de conversa no SAE Pacajus reúne usuários para diálogo sobre HIV/AIDS, prevenção, tratamento e enfrentamento do estigma

No dia 16 de abril de 2026, os educadores sociais da RNP + Ceará, Orleanda Gomes e Francisco das Chagas, realizaram uma roda de conversa com usuários do Sae Pacajus, criando um espaço de escuta, troca de experiências e respostas nas dúvidas sobre HIV/AIDS, prevenção e tratamento.

A atividade reuniu pessoas que aguardavam atendimento e transformou a sala de espera em um momento de aprendizado coletivo. Entre relatos pessoais, perguntas e curiosidades, o encontro abordou temas como adesão ao tratamento, prevenção combinada e o impacto do preconceito na vida das pessoas que vivem com HIV/AIDS.

Quando a experiência pessoal vira instrumento de cuidado

Durante a conversa, Orleanda compartilhou sua própria história com o diagnóstico de HIV, descoberto durante a gravidez. Ela falou sobre o impacto daquele momento e as dificuldades enfrentadas até compreender melhor o tratamento e as possibilidades de viver com qualidade de vida.

A educadora destacou que o acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi fundamental para evitar a transmissão vertical, quando o vírus pode passar da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. Graças ao acompanhamento e ao uso dos antirretrovirais, seu filho nasceu sem o vírus.

Orleanda também falou sobre o significado do laço vermelho, símbolo internacional de solidariedade às pessoas que vivem com HIV/AIDS e de memória às que morreram em consequência da AIDS.

“Cada avanço no tratamento do HIV/AIDS também é resultado da luta de pessoas que vieram antes e defenderam o direito à vida e ao acesso aos medicamentos.”

 

Memória da luta e avanços da ciência

Ao falar sobre os avanços da medicina e da ciência no enfrentamento da epidemia, Orleanda lembrou que esses progressos também foram conquistados graças à mobilização de ativistas ao longo das últimas décadas.

Entre os nomes citados, ela destacou Nair Brito, reconhecida por sua atuação na luta pelo acesso aos medicamentos antirretrovirais no Brasil.

Segundo a educadora, lembrar dessas trajetórias também é uma forma de valorizar a história do movimento social e reconhecer as conquistas que hoje permitem que muitas pessoas vivam com saúde e qualidade de vida.

 

Informação que desperta curiosidade

A roda de conversa também abriu espaço para perguntas e conversas individuais. Duas mulheres procuraram Orleanda após a atividade para solicitar preservativos. Uma delas comentou que não encontrou o preservativo interno (feminino) na unidade de saúde e pediu orientação sobre como utilizá-lo, dizendo que pretendia experimentar.

A outra contou que levaria o material para a sobrinha e aproveitou para tirar dúvidas sobre termos utilizados nas campanhas de prevenção e a pronúncia correta de algumas expressões relacionadas ao HIV/AIDS.

Orleanda e Francisco também explicaram conceitos importantes como I=I (Indetectável = Intransmissível) e I=0 (Indetectável = ZERO risco de transmissão do HIV) , reforçando que pessoas em tratamento adequado e com carga viral indetectável não transmitem o vírus por via sexual.

Histórias que revelam o peso do estigma

Alguns participantes também compartilharam experiências pessoais que mostram como o estigma ainda impacta a vida das pessoas que vivem com HIV.

Um homem contou que já enfrentou situações difíceis e episódios de preconceito, motivo pelo qual decidiu realizar o tratamento em outro município para preservar sua privacidade.

Uma mulher relatou que teve um irmão que morreu em consequência da AIDS e que foi a única pessoa da família que permaneceu ao lado dele durante a doença, oferecendo apoio e cuidado.

Outra participante falou sobre o medo de receber um diagnóstico positivo. Mãe solo de uma filha, ela disse que teve vários relacionamentos no passado e que, por receio, decidiu não se envolver mais afetivamente. Mesmo assim, afirmou que realiza o teste de HIV todos os anos, sempre com apreensão em relação ao resultado.

 

A escuta também transforma

A atividade terminou em clima de acolhimento e reconhecimento. Ao final da roda de conversa, os educadores sociais receberam aplausos dos participantes, em um gesto de agradecimento pelo espaço de diálogo e informação.

Momentos como esse mostram que falar sobre HIV/AIDS ainda é essencial — não apenas para informar, mas também para acolher histórias, reduzir o estigma e fortalecer o cuidado coletivo.

 

Projeto da RNP+ Ceará
Apoio: Opas | Dathi
Matéria e publicação: Vanessa Campos (@soroposidhiva)

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