
Quando informação encontra acolhimento, o cuidado se torna mais leve e possível. Foi com essa proposta que usuários do SAE do Hospital São José participaram, na tarde do dia 19 de maio de 2026, de uma roda de conversa promovida pela RNP+ Ceará sobre prevenção, saúde mental e os desafios do viver com HIV/AIDS.
Durante o encontro, os educadores reforçaram a importância do cuidado contínuo com a saúde, destacando que informação correta e acolhimento são fundamentais para fortalecer a autonomia das pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA) e incentivar o compromisso com o tratamento.
Um dos temas centrais da conversa foi a importância da vacinação, especialmente no período de maior circulação de síndromes gripais. Os participantes foram orientados sobre a necessidade de manter a caderneta vacinal atualizada, incluindo imunizantes contra hepatites e outras doenças preveníveis, como forma de proteção individual e coletiva.
A roda de conversa também destacou a relevância do cuidado com a saúde mental, reconhecendo os impactos emocionais que podem surgir ao longo da vida, especialmente após um diagnóstico de HIV/AIDS. Os educadores ressaltaram que cuidar da mente é parte essencial do cuidado integral em saúde, pois bem-estar emocional e qualidade de vida caminham juntos.
Outro ponto abordado foi a prevenção e o tratamento da sífilis, considerada uma infecção silenciosa e que exige
atenção devido ao aumento de casos registrados nos últimos anos. A tuberculose também foi mencionada como uma doença que requer vigilância, especialmente entre pessoas vivendo com HIV/AIDS, destacando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento em saúde.
Os educadores abriram espaço para dialogar sobre os sentimentos e desafios que podem surgir ao receber um diagnóstico de HIV. Medo, choque, dúvidas e inseguranças foram apresentados como reações comuns, além de questões relacionadas à autoestima, saúde mental, sexualidade e vínculos afetivos.
Entre os principais desafios discutidos estavam o medo do futuro, o receio da rejeição, sentimento de culpa e vergonha, ansiedade relacionada aos exames e dificuldades em compartilhar o diagnóstico com outras pessoas.
Os participantes receberam orientações sobre caminhos possíveis para enfrentar esse momento, como buscar informações confiáveis, iniciar o acompanhamento em saúde, evitar o isolamento, conversar com pessoas de confiança e procurar apoio psicológico quando necessário.
A equipe reforçou ainda que viver com HIV, atualmente, não significa interromper sonhos ou projetos de vida. Com acompanhamento adequado e adesão ao tratamento, é possível viver bem, trabalhar, estudar, amar, construir relações e fazer planos para o futuro.
“Saúde mental também faz parte do tratamento”, enfatizaram os educadores durante a conversa, ressaltando que terapia, acolhimento e escuta qualificada podem ajudar no enfrentamento do medo, da ansiedade, da culpa e da insegurança.
Além das orientações, os participantes receberam materiais informativos, participaram do registro de frequência da atividade e acompanharam o encerramento do encontro com fotos de registro das ações desenvolvidas.
A roda de conversa também relacionou os espaços disponíveis para apoio e acolhimento, como as unidades do SUS, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), o Disque Saúde 136 e organizações da sociedade civil que atuam no cuidado e defesa dos direitos das PVHA.
A mensagem deixada ao final da atividade foi de acolhimento e esperança: ninguém precisa enfrentar o diagnóstico sozinho. Informação, tratamento, apoio e escuta podem transformar medo em cuidado e abrir caminhos para uma vida com mais saúde, dignidade e qualidade de vida.
Projeto da RNP+ Ceará
Apoio: Opas | Dathi
Matéria e publicação: Vanessa Campos (@soroposidhiva)




