
Na manhã do dia 6 de maio de 2026, o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) de Maracanaú recebeu uma roda de conversa promovida pelos educadores sociais Éder Rebouças e José Silva. Entre orientações sobre prevenção e adesão ao tratamento, o encontro foi marcado por relatos que mostraram como cada pessoa reage de um jeito diante da descoberta da sorologia positiva para HIV — e como o acolhimento, a informação e o acesso ao cuidado fazem diferença para que ninguém precise enfrentar esse momento sozinho.
Durante o encontro, foram feitas orientações sobre a importância do uso correto da terapia antirretroviral (TARV), especialmente em relação aos horários das medicações e à realização periódica de exames preventivos, tanto para o HIV quanto para outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Também foram destacados os cuidados relacionados à prevenção da tuberculose e da pneumonia, infecções que podem representar riscos importantes à saúde de pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA).
A roda de conversa também trouxe informações sobre as estratégias de prevenção combinada, incluindo a disponibilidade da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e da PEP (Profilaxia Pós-Exposição). O uso do preservativo segue sendo uma das formas mais acessíveis e eficazes de prevenção contra o HIV e outras ISTs.
Outro ponto debatido foi a importância do comparecimento às consultas e exames agendados, tanto relacionados ao tratamento do HIV quanto a outras especialidades médicas. Os educadores destacaram que a ausência sem justificativa impacta diretamente o acesso de outras pessoas aos serviços de saúde, especialmente diante da alta demanda enfrentada pelos atendimentos especializados.
O encontro também foi marcado por relatos e reflexões compartilhadas pelos participantes. Duas pessoas
comentaram sobre a forma natural com que enfrentaram a descoberta da sorologia positiva para HIV, demonstrando a importância da informação e do acolhimento no processo de aceitação e cuidado. Outra participante mencionou a necessidade de ampliar ações educativas para escolas, universidades e comunidades em situação de vulnerabilidade social, onde muitas vezes o acesso à informação ainda é limitado.
Também houve espaço para discussões sobre direitos sociais e dificuldades enfrentadas no acesso a benefícios, evidenciando como questões sociais e econômicas impactam diretamente a qualidade de vida das PVHA.
A atividade foi encerrada com participação ativa do público, respostas às dúvidas e avaliação positiva por parte dos usuários presentes, fortalecendo mais uma vez o papel da informação, do acolhimento e do diálogo no enfrentamento ao HIV/AIDS e na promoção da saúde.
Projeto da RNP+ Ceará
Apoio: Opas | Dathi
Matéria e publicação: Vanessa Campos (@soroposidhiva)




