CearáNORDESTENOTÍCIASSAUDE

Histórias de vida revelam desafios e superações de quem vive com HIV/AIDS

Roda de conversa no SAE Maracanaú reuniu usuários que compartilharam experiências sobre diagnóstico, estigma, tratamento e prevenção

As histórias compartilhadas por usuários do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) de Maracanaú mostraram que viver com HIV/AIDS envolve desafios, aprendizados e também caminhos de superação. Em uma roda de conversa realizada no dia 22 de abril de 2026, as educadoras sociais Orleanda Gomes e Almerinda Oliveira, do projeto desenvolvido pela RNP+ Ceará, promoveram um espaço de escuta e diálogo onde participantes puderam falar sobre o momento do diagnóstico, o impacto do estigma, a importância da adesão ao tratamento e as estratégias de prevenção.

Um dos usuários, um senhor de 70 anos, contou que vive com HIV há muitos anos e que descobriu o diagnóstico após o fim de seu relacionamento. Ele afirmou que segue em tratamento e leva uma vida tranquila, mas revelou que não sabia que o uso correto da medicação pode impedir a transmissão do vírus nas relações sexuais. Ao receber a informação sobre o conceito Indetectável = ZERO (I = ZERO), agradeceu às educadoras e destacou a importância de iniciativas como aquela.

Entre os presentes também estava um casal jovem, acompanhado de uma criança de três anos, enquanto a mulher está grávida. Mesmo sem se manifestarem durante a conversa, acompanharam atentamente as orientações. As educadoras falaram da importância da adesão ao tratamento, da atualização das vacinas e dos cuidados na gestação, incluindo a recomendação de não amamentar quando a mãe vive com HIV, medida fundamental para evitar a transmissão para o bebê (transmissão vertical).

Outro relato marcante veio de uma mulher de 63 anos, que vive com HIV há 13 anos. Ela contou que recebeu o diagnóstico em um momento difícil e decidiu se separar do marido após descobrir a situação. Na época, levou o filho do casal, então com 24 anos, para realizar o teste — que teve resultado negativo. Segundo ela, o ex-companheiro acabou falecendo após não aceitar o diagnóstico e recusar o tratamento. Em seu relato, destacou a importância do apoio recebido de uma profissional de saúde chamada Lena, que a ajudou a enfrentar aquele período.

Um jovem de 36 anos também compartilhou sua trajetória. Diagnosticado aos 17 anos, ele contou que só iniciou o tratamento quando adoeceu gravemente, após desmaiar enquanto vivia sozinho em outro estado. Hoje segue em acompanhamento, mas relatou que, em alguns momentos, sente vontade de interromper a medicação. As educadoras orientaram sobre os riscos dessa decisão e reforçaram a importância da continuidade do tratamento.

     

Ele também expressou o desejo de ter filhos no futuro, mas demonstrou medo de transmitir o vírus. Novamente, foi explicado que pessoas vivendo com HIV, quando mantêm carga viral indetectável e seguem o acompanhamento adequado, podem ter filhos sem transmitir o vírus.

A atividade também incluiu a distribuição de insumos de prevenção. Em um momento descontraído, uma senhora pediu preservativos extras para levar aos sobrinhos. Ao ser lembrada de que também poderia utilizá-los, respondeu sorrindo que usaria “quando arrumar alguém”, provocando risos entre os participantes.

Além das conversas com os usuários, as educadoras relataram dificuldades relacionadas à localização e ao funcionamento do serviço. Ao chegarem ao hospital onde funciona o atendimento, inicialmente se dirigiram ao local antigo do SAE e descobriram que o serviço havia sido transferido. Na recepção, algumas pessoas não souberam informar o que era o Serviço de Atendimento Especializado, o que evidenciou falhas na comunicação interna. Também foi observado que o atendimento ocorre em um espaço que pode expor os usuários, comprometendo o sigilo — aspecto essencial no cuidado às pessoas que vivem com HIV/AIDS.

Outro ponto relatado foi a precariedade da estrutura em áreas comuns do hospital. No banheiro, por exemplo, não havia sabão para lavagem das mãos nem papel higiênico, o que levanta preocupações sobre as condições básicas de higiene em um ambiente de saúde.

Apesar dos desafios observados, a roda de conversa demonstra a importância de espaços de diálogo, informação e acolhimento dentro dos serviços de saúde. Para as educadoras, iniciativas como essa ajudam a fortalecer o vínculo com os usuários, ampliar o acesso à informação de qualidade e contribuir para a adesão ao tratamento e à prevenção.

Projeto da RNP+ Ceará
Apoio: Opas | Dathi
Matéria e publicação: Vanessa Campos (@soroposidhiva)

Deixe seu comentário

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios
xx video inden porningo.com dihati xxx video pornhub300 bananocams.com firstnightvideo anushka armpit apacams.com tamil vedio sex kai adipathu prime-porn.com debonoir blog indian wedding couple wallpaper xxxindianporn2.com navel press
tamil rockers.com pornorolik.info antisex boobs sucking hot bestsexporno.com shreya xnxx kashmire xxx com mehrporn.com pink salwars namaste porn.com pakistaniporn.tv bangla 3x com xx video indan desixxxtube2.com xnxx hot com
sixemovi dampxxx.com choda chudi bangla video tamil ladies fucking hindipornblog.com telugump4 telugu sex videos live porno-ultimum.com desi saree xvideo andhra nude pornod.info new suhagrat video sex.com video pornotane.info aunties porn.com