
Usuários vindos de municípios do interior relataram dificuldades para acessar medicamentos antirretrovirais durante uma roda de conversa realizada na sala de espera do ambulatório de HIV/AIDS do Hospital São José, no dia 22 de abril de 2026.

Durante a atividade, conduzida pelos educadores sociais da RNP+Ceará, Eder Rebouças e José Silva, alguns participantes compartilharam desafios enfrentados para retirar os medicamentos antirretrovirais (ARVs) em seus próprios municípios. Muitos relataram que, diante dessas dificuldades, precisam se deslocar até a capital para garantir a continuidade do tratamento.
No entanto, ao chegarem ao serviço, encontram limitações para retirar os ARVs por períodos superiores a três meses, o que pode dificultar ainda mais a adesão ao tratamento. Para quem depende de transporte público ou de condições financeiras para realizar essas viagens, retornar frequentemente ao serviço pode se tornar um grande desafio.
Adesão ao tratamento e compromisso com as consultas
Além de ouvir os relatos dos usuários, a atividade também abordou temas fundamentais para o cuidado em saúde, como a importância da adesão ao tratamento, o compromisso com os horários das medicações e a necessidade de comparecer às consultas de rotina e atendimentos em outras especialidades. Os educadores lembraram que o não comparecimento às consultas agendadas pode prejudicar outras pessoas que aguardam por atendimento no serviço.
Dúvidas sobre medicação e acompanhamento
A roda de conversa também abriu espaço para que os usuários tirassem dúvidas sobre o tratamento. Entre as perguntas mais frequentes estiveram questões relacionadas à necessidade de manter horários fixos para o uso das medicações e às possíveis alterações no esquema terapêutico.
Momentos de diálogo como esse ajudam a explicar informações importantes, contribuem para fortalecer a autonomia das pessoas no cuidado com a própria saúde, dão voz às PVHA, e mostram à RNP+ Ceará os desafios de acesso ao tratamento para que possa atuar junto aos gestores e pensar caminhos para solucionar estas barreiras de acesso.
Prevenção de outras ISTs
Outro tema abordado foi a prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Durante a conversa, os educadores destacaram a importância da realização de exames preventivos e lembraram que, embora estratégias como PrEP e PEP sejam eficazes na prevenção do HIV, o uso do preservativo continua sendo uma das formas mais seguras de proteção contra outras ISTs.
Ao final da atividade, foram distribuídas cartilhas Prevenção PositHIVa da RNP+, oferecendo aos participantes mais orientações sobre tratamento, prevenção e cuidados com a saúde.
A iniciativa evidencia o papel da informação e do diálogo no fortalecimento do cuidado e da autonomia das pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHA).
Projeto da RNP+ Ceará
Apoio: Opas | Dathi
Matéria e publicação: Vanessa Campos (@soroposidhiva)




