
No dia 29 de janeiro de 2026, o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) de Cascavel foi espaço de diálogo e cuidado com a realização de uma ação educativa voltada à adesão ao tratamento do HIV/AIDS, destacando a saúde mental como um dos pilares fundamentais do cuidado integral. A atividade reforçou que o tratamento vai além da medicação, envolvendo escuta, acolhimento e acompanhamento contínuo.
A mensagem de conscientização dirigida aos usuários: “Juntos faremos a diferença nessa adesão. Queremos vencer as barreiras”, deu início ao diálogo. A frase norteou todo o encontro e dialogou diretamente com o mês de janeiro, dedicado à saúde mental, tema fundamental para o fortalecimento do cuidado contínuo e da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA).
Durante a ação, foi destacada a importância do cuidado com a mente e com o bem-estar psicológico como parte essencial da adesão ao tratamento. Em rodas de conversa e momentos de escuta, os educadores sociais reforçaram que estar bem emocionalmente contribui diretamente para o autocuidado, para a continuidade do tratamento e para escolhas mais saudáveis no cotidiano.
A atividade fortaleceu também o papel dos educadores sociais, que, por meio de suas falas de vivências com HIV/AIDS e do uso de materiais educativos, compartilharam informações sobre prevenção, tratamento e adesão, reafirmando que a prevenção e o tratamento do HIV/AIDS seguem sendo bandeiras centrais dessa luta. O apoio e o acolhimento dos profissionais do SAE foram destacados como fundamentais para o sucesso do trabalho, reforçando o compromisso coletivo com a informação responsável e o cuidado contínuo.

Ao longo do encontro, foram abordados os desafios enfrentados por usuários no início do tratamento, a importância da adesão correta às medicações e o acompanhamento médico contínuo. Também houve esclarecimentos sobre o uso dos antirretrovirais, destacando que a redução do número de comprimidos ao longo do tratamento pode ocorrer conforme avaliação médica, especialmente quando a carga viral se encontra indetectável, sempre respeitando o consenso entre paciente e infectologista.
Outro ponto abordado foi a importância do acesso regular às medicações, reforçando que a disponibilidade
dos medicamentos nas farmácias dos serviços de saúde é essencial para garantir a continuidade do tratamento e prevenir impactos negativos na adesão. A discussão teve caráter preventivo e educativo, sem apontar falhas no serviço, mas alertando para a necessidade de atenção permanente à saúde pública.
A ação também promoveu um rico momento de troca de experiências, com perguntas e reflexões sobre como o corpo responde ao tratamento, os efeitos das medicações, a adaptação do organismo e a relação entre pacientes, profissionais e serviços. O diálogo destacou a importância do respeito mútuo, da escuta ativa e do acompanhamento humanizado.
Além disso, foram reforçadas estratégias de prevenção combinada, com orientações sobre PrEP, PEP, uso de preservativos internos e externos e o cuidado com as infecções oportunistas, ressaltando a importância da vigilância constante sobre o próprio corpo e da busca por atendimento sempre que necessário.
O encontro foi marcado por aprendizado, acolhimento e responsabilidade, deixando uma mensagem potente: não basta viver, é preciso viver bem. Como reflexão final, os educadores compartilharam a frase: “Carregue apenas o peso possível. Todo excesso pode causar dor.”
A atividade foi conduzida pelos educadores sociais da RNP+ Cerá, Francisco das Chagas e Ivoneide Santos,
com registro fotográfico, entrega de materiais educativos, coleta de frequência e foto oficial com os participantes e profissionais do serviço.
Estiveram presentes na ação:
Lúcia Helena (coordenadora), Eliane Costa (psicóloga), Paula Regina (farmacêutica), Aldenizio Bento (assistente administrativo) e Vera (recepcionista).
Projeto RNP+ Ceará | Apoio: GSK




