
Fortalecer o protagonismo das pessoas vivendo com HIV/AIDS, formar novas lideranças e ampliar a luta contra o estigma e a discriminação são os principais objetivos do Projeto de Capacitação para Novos Ativistas Vivendo com HIV, realizada nos dias 4 e 5 de novembro de 2026, no Hotel Stop Wey.
A iniciativa reúne 30 novos ativistas de todas as regiões do Brasil, além de seis convidados e quatro integrantes da comissão organizadora, em uma programação voltada à troca de experiências, à construção coletiva do conhecimento e ao fortalecimento do ativismo em HIV e AIDS no país.
Com apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e do Ministério da Saúde, a formação busca contribuir para o aprimoramento da resposta nacional ao HIV e à AIDS, reconhecendo o papel fundamental das pessoas vivendo com HIV na defesa de direitos, na formulação de políticas públicas e na transformação social.
Protagonismo positivo: ativismo, liderança e transformação social
A programação do primeiro dia, 4 de novembro, tem como destaque a palestra “Protagonismo PositHIVo: Ativismo, Liderança e Transformação Social”, conduzida pelo facilitador Eduardo Barbosa, das 9h às 12h30.
A atividade propõe uma reflexão sobre a trajetória do Movimento de Luta Contra a AIDS no Brasil, marcada pela resistência, pela solidariedade e pela mobilização coletiva de pessoas que transformaram suas experiências em força política e social.
Ao longo das últimas 4 décadas, o ativismo em HIV/AIDS teve papel importante na conquista de direitos, na ampliação do acesso à prevenção e ao tratamento e na defesa de políticas públicas. Essa história também evidencia a importância da participação ativa das PVHA na construção de respostas mais inclusivas e eficazes à epidemia.
A capacitação pretende manter esse legado vivo, incentivando o surgimento de novas lideranças e reconhecendo que cada participante tem potencial para contribuir com mudanças em sua comunidade e na sociedade.
Transformar experiências em ação coletiva

O protagonismo positivo vai além da participação em espaços de diálogo. Significa reconhecer a própria força, ocupar espaços de decisão, construir alianças e transformar vivências em ações coletivas capazes de produzir mudanças concretas.
Nesse processo, enfrentar o estigma e a discriminação é um compromisso central. O preconceito ainda representa uma barreira para o exercício pleno dos direitos das pessoas vivendo com HIV/AIDS e reforça a necessidade de ampliar a informação, o acolhimento e a participação social.
A formação busca fortalecer a confiança e a capacidade de mobilização dos novos ativistas, estimulando-os a compartilhar conhecimentos, defender direitos e contribuir para uma sociedade mais justa, informada e livre de discriminação.
Novas lideranças para construir o futuro do ativismo
Ao reunir participantes de diferentes regiões brasileiras, a capacitação também cria oportunidades para a troca de experiências, o fortalecimento de vínculos e a construção de estratégias conjuntas de atuação.
A diversidade de trajetórias e realidades presentes no encontro contribui para ampliar o olhar sobre os desafios enfrentados pelas pessoas vivendo com HIV e para identificar caminhos que fortaleçam a mobilização social em diferentes territórios.
A mensagem que orienta essa formação é: as pessoas vivendo com HIV/AIDS não são apenas parte da história do movimento de luta contra a AIDS. São protagonistas do presente e agentes fundamentais na construção do futuro que desejam para si e para as próximas gerações.
Fortalecer o protagonismo PositHIVo é transformar resistência em liderança, experiências em mobilização e vozes em mudanças sociais.




