
Viver com HIV é também um ato de resistência — e resistir começa pelo acesso à informação de qualidade. No ambulatório SAE Hospital São José, a roda de conversa transformou o espaço de espera em território de conscientização, acolhimento e fortalecimento coletivo.
Cuidar da saúde vai além da medicação: envolve escuta, vínculo e compromisso com a própria vida. Foi nesse espírito que usuários participaram de um diálogo aberto sobre adesão ao tratamento, prevenção combinada e garantia de direitos.
A atividade foi conduzida pelos educadores sociais Vladisgleyson Rabelo e Rodrigo Delgado, que reforçaram a importância do uso regular dos antirretrovirais, do comparecimento às consultas, da realização de exames periódicos e da retirada contínua da medicação.
Durante a conversa, foi destacado que a adesão evita o adoecimento físico e mental e possibilita que a carga viral atinja níveis indetectáveis — condição que garante qualidade de vida e ZERO transmissão do HIV por via sexual (I=I=ZERO).
Também foi abordada a coinfecção por HIV e tuberculose. Embora qualquer pessoa esteja vulnerável à tuberculose, pessoas vivendo com HIV/AIDS apresentam maior risco de agravamento quando não há diagnóstico e tratamento precoces.
A prevenção combinada esteve no centro do diálogo, com destaque para a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) e a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), estratégias eficazes ofertadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas em situação de risco ao HIV.

Mais do que uma atividade educativa, o encontro reafirmou que defender o SUS é defender vidas — e que o
acesso ao tratamento, à prevenção e à informação é um direito que precisa ser garantido e protegido diariamente.
Ao final, foram distribuídos materiais informativos, realizados registros fotográficos e coletadas assinaturas na lista de presença.
📍 Projeto da RNP+ Ceará | Apoio: GSK



