
Falar de adesão é falar de acessos e escolhas diárias, de cuidado e de compromisso com a vida. Foi a partir dessa perspectiva que, na manhã de 26 de janeiro de 2026, usuários do SAE de Horizonte participaram de uma roda de conversa que integrou o processo de recertificação do serviço, fortalecendo o diálogo sobre tratamento, prevenção e qualidade de vida.
Durante a roda de conversa, os educadores sociais Francisco das Chagas e Ivoneide Santos dialogaram com os usuários sobre a importância da adesão contínua ao tratamento como caminho fundamental para a melhoria da qualidade de vida e da saúde das pessoas vivendo com HIV/AIDS. Tomar a medicação diariamente, manter o acompanhamento e buscar informação são atitudes que impactam diretamente no bem-estar e na longevidade.
Os educadores também compartilharam suas trajetórias de vida, relatando os desafios enfrentados desde o início de seus diagnósticos até o encontro com a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Ceará (RNP+ Ceará), espaço que possibilitou acolhimento, fortalecimento e a oportunidade de hoje atuarem como educadores de pares, contribuindo para que outras pessoas possam viver bem com HIV.
A conversa abordou ainda a importância da prevenção entre os jovens, especialmente na faixa etária de 15 a 29 anos, destacando onde buscar apoio, informação e serviços, sem desespero ou medo. Embora o público atendido pelo SAE Horizonte seja composto majoritariamente por pessoas entre 29 e 60 anos, a fala também teve o objetivo de sensibilizar o serviço para o acolhimento e cuidado com adolescentes e jovens, sempre que necessário.
Foi destacado o avanço significativo no tratamento e na prevenção do HIV/AIDS desde o início dos anos 1980 até os dias atuais, reforçando a mensagem de esperança: hoje, viver com HIV é possível, com qualidade de vida, saúde e felicidade. A prevenção combinada e o tratamento adequado tornam o vírus controlável, garantindo que ele permaneça INDETECTÁVEL e INTRANSMISSÍVEL, o que significa ZERO risco de ransmissão do HIV por via sexual.

Um ponto central da atividade foi o enfrentamento ao estigma e ao preconceito. Os educadores desconstruíram falas ainda presentes entre alguns usuários, reafirmando que HIV/AIDS não atinge apenas determinados grupos, mas pode afetar qualquer pessoa, independentemente de gênero, orientação sexual e classe social. O cuidado, a prevenção e o tratamento são direitos de todos.
Falar sobre HIV/AIDS não deve se restringir ao mês de dezembro. O debate precisa acontecer o ano inteiro, em
todos os espaços: família, trabalho, escola, meios de comunicação e instituições religiosas, promovendo acolhimento, respeito e humanidade.
A atividade reforçou ainda a importância do acesso às profilaxias PrEP e PEP, ampliando as estratégias de prevenção e garantindo que mais pessoas tenham acesso à informação e aos serviços de saúde, independentemente da localidade onde estejam.
O encontro foi marcado pelo compromisso coletivo com a vida, com a adesão ao tratamento e com o fortalecimento da prevenção, na perspectiva de que o viver com HIV deixe de ser sinônimo de medo e morte, tornando-se uma condição de saúde tratável, com dignidade e direitos garantidos.
A equipe do SAE Horizonte recebeu os educadores com entusiasmo e parceria. Estiveram presentes a assistente de enfermagem Leilane Pessoa, a enfermeira Leila Pires, o farmacêutico Lucas Amaral e a assistente social Quitéria Alexandre. Ao final da atividade, foram realizados registros de frequência e distribuição de materiais educativos.





