
A adesão ao tratamento não é apenas uma recomendação médica — é um direito, e é uma escolha diária pela vida. Foi com essa mensagem central que educadores sociais conduziram a roda de conversa no SAE Pacajus, reforçando que acesso à condições dignas de vida, informação de qualidade, prevenção combinada e acompanhamento regular são pilares fundamentais para garantir saúde, bem-estar e carga viral indetectável.
A sala de espera do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) Pacajus se transformou, mais uma vez, em espaço de escuta, aprendizado e troca de experiências. Durante a roda de conversa realizada hoje, educadores sociais abordaram a importância da adesão ao tratamento do HIV, destacando que o cuidado contínuo é o principal aliado para uma vida longa e saudável.
Conduzida pelos educadores sociais Francisco das Chagas Pereira e Ivoneide Santos, a atividade trouxe informações sobre prevenção combinada, uso da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e da PEP (Profilaxia Pós-Exposição), além de orientações sobre vacinação e acompanhamento clínico regular.
Durante o encontro, os participantes receberam materiais educativos, que despertaram curiosidade e promoveram reflexões. A cada página folheada, surgiam perguntas, descobertas e, sobretudo, a desconstrução de preconceitos e medos ainda associados ao HIV e à Aids. O acesso à informação de qualidade mostrou-se fundamental para fortalecer a autonomia dos usuários no cuidado com a própria saúde.
Vacinação e autocuidado
Outro ponto enfatizado foi a importância da vacinação como estratégia complementar de proteção. As
cadernetas de vacina foram apresentadas como instrumento essencial para prevenção de infecções, inclusive algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), reforçando que o cuidado vai além do uso da medicação antirretroviral.
Os educadores destacaram ainda que o tratamento adequado impede a progressão da doença e o risco de transmissão sexual do HIV quando a carga viral está indetectável. A mensagem foi direta: adesão ao tratamento é sinônimo de qualidade de vida, saúde e ZERO transmissão do HIV, garantindo proteção também para o(a) parceiro(a).
HIV não é sentença de morte
Durante a roda de conversa, foi reforçado que o HIV/AIDS deixou de ser uma sentença de morte. Com diagnóstico precoce e adesão correta à terapia antirretroviral, as pessoas vivendo com HIV/AIDS podem ter expectativa de vida semelhante à da população em geral. Organismos internacionais e o próprio Ministério da Saúde reconhecem que o HIV é hoje uma condição crônica e tratável.
O momento também foi marcado por emoção. Após ouvir as orientações, uma usuária compartilhou a história do filho, que não aceitou o tratamento e acabou falecendo após o agravamento da doença. Seu relato sensibilizou os presentes e reforçou a importância da luta contra o estigma, do acolhimento, da informação, do acompanhamento médico regular e da adesão ao tratamento.
Enfrentando o preconceito e ampliando o diálogo
Além do HIV, foram discutidas outras ISTs, como a sífilis, que tem apresentado aumento significativo de casos nos últimos anos. O diálogo aberto ajudou a romper silêncios e combater estigmas ainda presentes na sociedade.
Ao final, os participantes receberam cartilhas educativas, muito bem acolhidas pelo público. O interesse foi tanto que muitos manifestaram desejo por ainda mais materiais informativos.
A atividade contou com o apoio da assistente social Maria Aurilene Fernandes Santana (Lane Santana) e de Ana Maria de Souza Cruz, da Ouvidoria. A lista de presença foi disponibilizada aos participantes, fortalecendo o registro e acompanhamento das ações educativas realizadas no serviço.
A roda de conversa reafirma que viver bem é uma construção diária — feita de acesso à informação, ao cuidado, responsabilidade e acolhimento. Onde há diálogo, há transformação.
📍 Projeto da RNP+ Ceará | Apoio: GSK




