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Escutar também é denunciar: cuidado em saúde não combina com preconceito

Roda de conversa no Hospital São José denuncia práticas discriminatórias e reforça que biossegurança é universal

No dia 12 de janeiro de 2026, o Hospital São José foi palco de uma roda de conversa que reafirmou um princípio fundamental: não há cuidado em saúde sem escuta, respeito e garantia de direitos. A atividade foi conduzida pelos educadores sociais Lúcia Mendonça e Éder Rebouças, reunindo usuárias e usuários do serviço em um espaço de diálogo e acolhimento.

Durante o encontro, foram debatidos temas centrais para a vida de pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA), como adesão ao tratamento, prevenção, vacinação e, de forma contundente, os impactos do estigma e do preconceito ainda presentes nos serviços de saúde. A roda de conversa fortaleceu vínculos, promoveu informação qualificada e reafirmou que o acesso à saúde precisa ser livre de discriminação.

Um dos momentos mais marcantes foi o relato de uma usuária vivendo com HIV, que compartilhou uma experiência de violação de direitos durante uma internação hospitalar para a realização de uma cirurgia. Segundo ela, após a equipe de saúde tomar conhecimento de sua sorologia, foi isolada em uma enfermaria, sem explicação, afastada de outros pacientes que haviam passado por procedimentos semelhantes.

A usuária relatou não ter compreendido a decisão, nem recebido qualquer justificativa técnica ou ética para a separação. O episódio escancara uma prática discriminatória, frequentemente mascarada sob o argumento de “protocolo de segurança”, mas que, na realidade, revela desinformação, medo e preconceito institucional.

     

É fundamental reafirmar: não existe protocolo diferenciado para pessoas vivendo com HIV/AIDS. Os protocolos de biossegurança são universais e devem ser aplicados a todas as pessoas, independentemente de diagnóstico. Seu objetivo é proteger pacientes, profissionais e visitantes, nunca segregar ou violar direitos.

Relatos como esse evidenciam que o estigma ainda é uma barreira concreta no acesso à saúde digna. Por isso, é urgente denunciar práticas discriminatórias, investir na formação continuada das equipes de saúde e garantir que o cuidado seja pautado na ciência, nos direitos humanos e no respeito à vida. PVHA não precisam de isolamento, precisam de cuidado sem preconceito.

Esta roda de conversa faz parte do projeto Adesão ao Tratamento das PVHA, da RNP+ Ceará com apoio da GSK.

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